Resisto às tempestades de palavrasReaprenderei a silenciar a imaginação
Jamais esquecerei que foram lavradas
Nos sulcos do meu maculado coração!
Vinculados súbtilmente no pensamento
Ouço borbulhar versos, feitos cascatas
E encaro o temível sedentário lamento
Na follha estéril, derramando sucatas!
Fico aguardar futuros e reais argumentos
Em páginas lívidas que ainda aparecerão
Impávida, lubrificarei alguns sentimentos
Enraizados no meu doce peito, ficarão!
Nas largas margens do caudal do meu rio
Observo alheada uma tamanha imensidão
Serenamente falo comigo... e como sorrio
Na grande planitude airosa, com gratidão!
(Maria Valadas)