Deixa-me amar-te com ternura, tantoque nossas solidões se unam,
e cada um falando em sua margem
possa escutar o próprio canto.
Deixa-me amar-te com loucura, ambos
cavalgando mares impossíveis
em frágeis barcos e insuficientes velas,
pois disso se fará a nossa voz.
Ajuda-me a amar-te sem receio:
a solidão é um campo muito vasto
que não se deve atravessar a sós.
(Lya Luft)
4 comentários poéticos:
lindo seu poetar, belo
Lindo poema convidando à cumplicidade.
Bjosss...Reggina.
lindo poema..parabéns pela escolha..
bjs.Sol
Minha conterrânea, excelente prosa, conheço pouco de sua poesia, mas achei este sensacional.
bjokk,
Cármen Machado.
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