Os poemas não nascem selados.Eles cantam, dançam, voam
Tantas vezes inebriando as margens
das páginas de quem os escreveu...
Estes poemas não me pertencem.
Nasceram livres,
Fiéis aos olhos de cada continente
Onde lançam âncoras silenciosas...
Estes poemas são flores
no vaso, no campo, nos barcos
Estes poemas são teus!
É qualquer alquimista à meia-noite,
É uma vela na soleira da porta,
São segredos do deserto meu...
Com o passar dos anos,
escorre a tinta pelas mãos,
Éter, fogo, asa ritmada.
Este poema vaga
Sob a luz
de um velho lampião...
(Márcia Cristina Lio Magalhães)
3 comentários poéticos:
Após saírem das mãos do poeta, os poemas são de inteira pertença do leitor, que com eles navega conforme as rotas que o seu sentir lhe vai ditando...
beijo :)
Reggina,
Os poemas não têm pernas, são como o vento invadindo casas e corações.
Bejos!
Alcides
Olha eu batendo ponto aqui de novo, Reggina! É que não consigo ficar muito tempo longe dessas lindas poesias!
Bjoks
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