
Tenho medo das águas do destino,
a invadirem o que penso e faço,
numa linha de infinda
contradição.
Eu sou assim:
quero fugir, mas chamo,
quero ficar mas me assusta
não ter em mim nada seguro
e certo.
Nunca receio a alegria,
para qual todos os milagres
são normais.
Mas quando tarda quem amo,
meu coração fica exposto
e aberto.
E mesmo assim eu persisto,
e ainda assim espero
ainda, como criança sozinha
atrás do muro.
numa linha de infinda
contradição.
Eu sou assim:
quero fugir, mas chamo,
quero ficar mas me assusta
não ter em mim nada seguro
e certo.
Nunca receio a alegria,
para qual todos os milagres
são normais.
Mas quando tarda quem amo,
meu coração fica exposto
e aberto.
E mesmo assim eu persisto,
e ainda assim espero
ainda, como criança sozinha
atrás do muro.
(Lya Luft)
5 comentários poéticos:
Por mais que tenhamos um coração aberto, estamos sempre sujeitos à transcendência das coisas...
Beijo :)
Minha querida Reggina
Estou passando para deixar um beijinho e dizer que há um selinho no meu blogue que gostava que aceitasses.
Sonhadora
Gostei do texto =]
Oi, Passa no meu blog tem surpresa pra você.
http://mardeepoesias.blogspot.com/
Reggina,
Às vezes temos essas contradições mesmo. As incertezas são como curvas. Mas, se permanece e vê o outro lado, já é sinal de que não existe medo.
Os versos de Lya são lindos e puros!
Boa escolha amiga!
Bjuxxx e xeroo
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