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sábado, 1 de agosto de 2009

Poesia Roubada

Mentem os que disseram que eu perdi a lua,
os que profetizaram meu porvir de areia,
asseveraram tantas coisas com línguas frias:
quiseram proibir a flor do universo.

"Já não cantará mais o âmbar insurgente
da sereia, não tem senão povo."
E mastigaram seus incessantes papéis
patrocinando para minha guitarra o esquecimento.

Eu lhes lancei aos olhos as lanças deslumbrantes
de nosso amor cravando teu coração e o meu,
eu reclamei o jasmim que deixavam tuas pegadas

Eu me perdi de noite sem luz sob tuas pálpebras
e quando me envolveu a claridade
nasci de novo, dono de minha própria treva.

Pablo Neruda

5 comentários poéticos:

A Palavra Mágica disse...

Reggina,

Lindo esse poema do Neruda. Retrata o amor de maneira doce e suave.

Beijos!
Alcides

Sonia Schmorantz disse...

Maravilhosa escolha, o poema é belíssimo!
beijos, lindo domingo

Neno disse...

Bonito poema.
Um grande poeta.




Bom dia.

Tétis disse...

Olá Reggina

Neruda é o poeta que sempre nos encanta.

Um lindo poema, uma bela escolha.

Beijos amigos

Wanderley Elian Lima disse...

Amo Pablo Neruda, cada poema dele é um encantamento.
Beijos

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