Mentem os que disseram que eu perdi a lua,os que profetizaram meu porvir de areia,
asseveraram tantas coisas com línguas frias:
quiseram proibir a flor do universo.
"Já não cantará mais o âmbar insurgente
da sereia, não tem senão povo."
E mastigaram seus incessantes papéis
patrocinando para minha guitarra o esquecimento.
Eu lhes lancei aos olhos as lanças deslumbrantes
de nosso amor cravando teu coração e o meu,
eu reclamei o jasmim que deixavam tuas pegadas
Eu me perdi de noite sem luz sob tuas pálpebras
e quando me envolveu a claridade
nasci de novo, dono de minha própria treva.
Pablo Neruda
5 comentários poéticos:
Reggina,
Lindo esse poema do Neruda. Retrata o amor de maneira doce e suave.
Beijos!
Alcides
Maravilhosa escolha, o poema é belíssimo!
beijos, lindo domingo
Bonito poema.
Um grande poeta.
Bom dia.
Olá Reggina
Neruda é o poeta que sempre nos encanta.
Um lindo poema, uma bela escolha.
Beijos amigos
Amo Pablo Neruda, cada poema dele é um encantamento.
Beijos
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